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As empresas fabricantes de massas e biscoitos cresceram 5% em faturamento nos quatro primeiros meses deste ano, na comparação com igual período de 2015.

Os dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados – Abimapi (que reúne empresas do setor) e da Nielsen não consideram a inflação do período, de 3,25% no acumulado do IPCA deste ano até abril.

A associação afirma estimar o fechamento de 2016 entre 6% e 7% acima do ano passado – sem contar a inflação.

Com recheio

“A alta de faturamento é uma reposição de custos. E só o fato de o volume estar se mantendo já é ótimo, ao se comparar com alguns setores que tiveram quedas maiores.”

O último boletim Focus, do Banco Central, projeta a inflação para todo o ano de 2016 em 7,39%.

Em volume, o crescimento estimado é de até 2%. No período, houve queda de 2% nas toneladas produzidas pelo segmento, mesmo com uma elevação do faturamento.

Também ocorreu reajuste nos preços, para repor custos de energia e compensar a variação do dólar que influi no preço do trigo, diz Claudio Zanão, presidente da entidade.

A maioria das empresas do setor, no entanto, ainda não se sente segura para fazer grandes aportes neste ano.

“Isso também acontece porque os investimentos de 2016 foram planejados no ano passado, já em um cenário de crise econômica.”

Pão de fel

A fluminense Piraquê tem sentido as dificuldades econômicas que o Rio de Janeiro enfrenta. O Estado representa cerca de 60% de suas vendas.

Mais baratos e considerados de primeira necessidade, os biscoitos tipo cream cracker (sem recheio) cresceram 5% de janeiro a maio em vendas. Os recheados, que custam mais, caíram 4%.

“Também notamos a mudança de hábito do consumidor, que opta por produtos mais baratos. Nossas mercadorias têm um preço maior”, diz Alexandre Colombo, que é presidente da empresa.

A marca estima aporte de até R$ 20 milhões neste ano, sobretudo em manutenção das fábricas.

Fonte: ABIMAPI | Folha de S. Paulo