Setor de Panificação: indicadores 2015

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As empresas do segmento de panificação e confeitaria, no Brasil, registraram um crescimento de 2,7%, com o faturamento chegando a R$ 84,7 bilhões. A partir de 2010, já se vinha registrando uma desaceleração nos números de faturamento do setor, mas esse foi o menor patamar registrado nesses últimos anos.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Tecnológico de Panificação e Confeitaria (ITPC), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), por meio de pesquisa em mais de 1.018 empresas de todo o País, abrangendo representantes de todos os portes.

Uma característica do momento pelo qual passa as empresas de panificação no país foi a redução no fluxo de clientes, fator que contribuiu diretamente para o menor crescimento registrado. Embora se tenha visto um aumento no tíquete médio, apenas isso não foi suficiente para que as empresas conseguissem faturar mais. Até porque, as despesas operacionais também aumentaram (6,8%) – o que ajudou a tornar o ano mais difícil para os empresários, além da inflação de 10,67% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ano passado.

Em outros setores ligados à utilização do trigo a situação não é diferente. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), publicados pelo Jornal DCI, no último ano a expansão estimada pela associação é de 1% a 2% em volume e de até 5% em faturamento.

O número de empresas que compõem o setor se manteve estável e continua sendo de 63,2 mil. O tíquete médio registrado teve uma média de crescimento de 7,6%. Contudo, sozinho não foi capaz de melhorar o desempenho das empresas, que registraram uma queda de 4,2% no fluxo de clientes.

O número de funcionários também caiu em 2015, num índice de 3,76%. Isso impactou diretamente a oferta de empregos pelo setor. Agora, o segmento representa em torno de 818 mil empregos diretos e 1,8 milhão de forma indireta. Comparando-se com 2014, houve uma perda de 32 mil postos de trabalho.

Fonte: Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria – ABIP e Instituto Tecnológico ITPC (dados divulgados em janeiro de 2016).